Os primeiros brinquedos
e brincadeiras das
crianças brasileiras eram ligados à vida natural, como banhos de rio e passeios
no mato. Nessa época, papais e mamães índios faziam para seus filhos brinquedos
como arco e flecha, petecas, bolas e bonecos de barro cozido. Depois, com a
colonização do país pelos portugueses, surgiram pipas de papel, bodoques e
dominós. Entre as formas de diversão mais apreciadas pela meninada, merecia
destaque o teatro de marionetes.
A presença dos escravos negros trouxe as cantigas de ninar e importantes
personagens do nosso folclore, como o saci-pererê, a mula-sem-cabeça, a cuca, o
lobisomem e tantos outros.
No século
19, chegaram os primeiros brinquedos produzidos na Europa, com a vinda da
família real portuguesa para o Brasil. Foi então que começaram a fazer parte do
universo infantil brasileiro, nas famílias da corte, bolas de gude, soldadinhos
de chumbo, espadas e bonecas de porcelana. Nessa época também foram
introduzidas na nossa cultura cantigas de roda e adivinhas trazidas pelos
imigrantes europeus.
É no final desse século que chegam ao país a bola de futebol e as regras do
jogo que até hoje encantam brasileiros. Surgem a bicicleta, carrinhos e trens
de metal e bonecas de madeira. Mas isso não impediu as crianças de construírem
seus próprios carrinhos de rolimã, cavalos de pau e bonecas de pano.
Só no
início do século passado começaram a funcionar no país as primeiras indústrias
de brinquedos, o que levou ao lançamento de jogos como varetas e bonecas
mecânicas. Alguns brinquedos que ainda hoje viram a cabeça da garotada
apareceram na década de 60, como a boneca Susi, o autorama e carrinhos
elétricos. Da mesma época é o Forte Apache.
Nas últimas décadas do século 20, a indústria de brinquedos faz
inúmeros lançamentos, como robôs, jogos de estratégia, o caleidoscópio,
videogames e jogos eletrônicos e de tela líquida. Depois, a sofisticação ganha
esse mercado e é a vez de bichinhos e inúmeros jogos eletrônicos de tecnologia
japonesa.
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